Uma data, uma hora e um lugar. O céu que estava mesmo por cima nesse momento, calculado e impresso.
O desenho é sempre o mesmo. O que muda é o instante — e é isso que faz de cada poster um objeto que não se repete.
Uma data, uma hora e um lugar. O céu que estava mesmo por cima nesse momento, calculado e impresso.
O desenho é sempre o mesmo. O que muda é o instante — e é isso que faz de cada poster um objeto que não se repete.
Três ocasiões em que a data já significa alguma coisa antes de a imprimirmos.



A ocasião muda o texto e a razão de existir. Não muda a matemática: as posições vêm do Yale Bright Star Catalogue, a hora é convertida para UTC, e o céu é projetado num círculo pela mesma projeção estereográfica que os astrónomos usam nos planisférios.
Não há uma versão bonita e uma versão correcta. É a mesma.
O lugar. Define que metade do céu estava acima do horizonte. Escreves o nome da localidade.
A data. Determina que constelações estavam à vista naquela altura do ano.
A hora. Ao minuto. O céu roda cerca de 15° por hora — dez minutos já mudam o desenho.
Não pedimos nomes, idades nem a relação entre as pessoas. Só o instante.
Uma hora aproximada dá um céu aproximado — as constelações principais mantêm-se. Para o nascimento, a hora exacta costuma estar no boletim de parto ou no registo do hospital.
Funciona. O cálculo tem em conta a precessão dos equinócios; uma noite de 1950 sai tão exacta como uma de ontem.
Se souberes a data e o lugar, sim. A hora é a única coisa que pode obrigar a perguntar.
O poster mostra as estrelas que estavam acima do horizonte, mesmo com o Sol no céu. É um mapa de posições, não uma fotografia.
O editor está pronto — experimenta-o. Entretanto, o almanaque explica o céu com mais calma.
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