O zodíaco tropical não segue as estrelas, e Capricórnio já cabe todo em Sagitário

O CéuETERNIZA · 23.09.2026 · 12 MIN

O zodíaco tropical não segue as estrelas, e Capricórnio já cabe todo em Sagitário

Às 20h50 de 21 de dezembro de 2026, com Lisboa já de noite, o Sol entra no signo de Capricórnio. É o instante do solstício de dezembro, tal como o publica o Observatório Naval dos Estados Unidos, e quem nascer a partir desse minuto é de Capricórnio. Só que o Sol, nesse instante, não está à frente das estrelas de Capricórnio. Está à frente das de Sagitário e, pelas contas feitas para este artigo sobre as fronteiras oficiais das constelações, fica lá o signo inteiro: sai do signo antes de sair das estrelas.

Poster Constelação do Signo de Capricórnio no estilo Meia-Noite, para Lisboa a 21 de dezembro de 2026 às 21h00, com a dedicatória «O símbolo, não o céu.»

Não é um engano. O signo e a constelação têm o mesmo nome e medem-se com réguas diferentes.

Este post é a história dessa diferença, e de quem a mediu.

01

O que um signo mede

Um signo não é uma constelação. Não é uma figura desenhada com estrelas, não é um pedaço de céu com fronteiras, não é o grupo de estrelas que estava atrás do Sol no dia em que alguém nasceu.

É um arco de 30 graus. Mede-se ao longo da eclíptica, o caminho que o Sol parece fazer no céu durante o ano, e conta-se a partir de um ponto que se define por geometria e não por uma estrela: o ponto vernal, onde a eclíptica cruza o equador celeste e onde o Sol está no equinócio de março. O primeiro arco é o Carneiro, o seguinte é o Touro, e assim por diante, todos iguais, até fechar a volta.

Ptolomeu deixou a regra por escrito no Tetrabiblos. Manda contar o princípio dos signos a partir dos equinócios e dos solstícios, avisa que quem partir de outro ponto se engana, e diz qual é o primeiro: o signo que começa no equinócio vernal, o do Carneiro, «é o ponto de partida de todos».

Nem sempre tinha sido assim. O zodíaco de partes iguais nasceu na Babilónia, por volta de 400 a.C., e nasceu preso às estrelas: segundo os estudos de John Britton e de John Steele sobre a astronomia babilónica, a sua colocação ficou condicionada pelas estrelas do Touro. Um zodíaco preso às estrelas chama-se sideral, e as efemérides oficiais da Índia fixaram-lhe o ponto de partida. O de Ptolomeu, preso ao equinócio, é o zodíaco tropical, o da astrologia ocidental.

A diferença entre um e outro só pesa por uma razão: o equinócio e as estrelas não andam juntos. Quem o mostrou foi um astrónomo grego, com a Lua eclipsada.

30°

a largura de cada signo, contada a partir do ponto vernal

02

Hiparco, Espiga e a Lua eclipsada

Na noite de 21 de abril de 146 a.C., a meio de um eclipse da Lua, Hiparco mediu a distância entre a Lua e Espiga, a estrela alfa da Virgem. Só há eclipse da Lua em lua cheia, com a Lua do lado oposto ao Sol, e isso fazia dela uma marca de posição conhecida. Da distância de Espiga à Lua tirava-se a distância de Espiga ao ponto do equinócio de setembro, que no hemisfério norte é o de outono.

Quase século e meio antes, em Alexandria, Timócaris tinha feito a mesma medição noutro eclipse, segundo James Evans, num artigo publicado a 3 de agosto de 2026 no Archive for History of Exact Sciences. O que Hiparco tirou desses eclipses resume-se numa comparação.

Os dois eclipses
Eclipse de Hiparco21 de abril de 146 a.C.
Eclipse de Timócarisquase século e meio antes, Alexandria
Estudo dos eclipsesJames Evans, 3 de agosto de 2026

No tempo de Timócaris, Espiga estava 8 graus antes do equinócio de outono. No tempo de Hiparco, estava 6.

J. Sert · «Hipparchus and the precession of the equinoxes», EAAE, 2019

Evans conclui também que Hiparco não escolheu os eclipses ao acaso. A Lua está tão perto da Terra que a sua posição no céu muda um pouco conforme o sítio de onde se olha, e esse desvio bastava para estragar uma comparação tão fina. Um erro desses podia fingir uma deslocação que não existia, ou esconder a que existia. Escolheu, por isso, eclipses em que o desvio quase se anulava.

Com o desvio fora do caminho, a diferença ficava à vista: Espiga estava mais perto do equinócio do que no tempo de Timócaris. Ou a estrela se tinha mexido, ou se tinha mexido o ponto a partir do qual se contava a distância. Hiparco acabou por concluir que era o ponto, e que o ponto recuava ao encontro de Espiga. O livro onde o escreveu só se conhece pelo que Ptolomeu dele citou, e o título diz o essencial sem precisar do resto: Sobre o deslocamento dos pontos solsticiais e equinociais. Não das estrelas. Dos pontos.

Faltava a velocidade, e Hiparco deu-lhe um mínimo: pelo menos um grau por século. Ptolomeu adotou o número. Era lento de mais.

Esquema de Espiga e do ponto do equinócio de outono nos eclipses de Timócaris e de Hiparco
FIG. 1Esquema de Espiga e do ponto do equinócio de outono nos eclipses de Timócaris e de Hiparco.

Quem se mexeu foi o ponto do equinócio, não a estrela. Hiparco tirou-o da comparação do seu eclipse com o de Timócaris.

03

O ponto vernal já saiu do Carneiro

O fenómeno chama-se precessão dos equinócios. A velocidade que hoje se usa é a da teoria adotada pela União Astronómica Internacional, e o IERS, o serviço internacional que acompanha a rotação da Terra, dá a mesma: o ponto vernal recua um grau a cada 71,6 anos. A causa é a mesma que faz oscilar um pião. A gravidade da Lua e do Sol puxa pelo bojo que a Terra tem no equador, o eixo muda de direção muito devagar, e com ele mudam o equador celeste e o ponto onde este cruza a eclíptica.

Somado desde a noite do eclipse de Hiparco, o recuo dá 30,2 graus, pelas contas feitas para este artigo. É um signo inteiro.

O ponto vernal, onde começa o signo do Carneiro, saiu das estrelas do Carneiro em 68 a.C. e passou para as de Peixes, onde ainda está. A data é de Jean Meeus, que fez a conta sobre as fronteiras oficiais das constelações, e a mesma conta responde à pergunta «quando começa a era de Aquário». Não é uma data da União Astronómica Internacional, que aprovou as fronteiras e não publica esta conta.

71,6 anos

para o ponto vernal recuar um grau, pela teoria adotada pela União Astronómica Internacional

Segundo as contas de Jean Meeus, o ponto vernal entra na constelação de Aquário em 2597.

B. McClure e D. Byrd · EarthSky, 2021
Passagens do ponto vernal pelas constelações do Touro ao Capricórnio, ao longo da eclíptica
FIG. 2Passagens do ponto vernal pelas constelações do Touro ao Capricórnio, ao longo da eclíptica.

O signo do Carneiro continua a começar no equinócio. As estrelas que tem por trás é que já mudaram, e vão mudar outra vez.

04

As fronteiras que Delporte traçou à régua

Falta saber onde acaba uma constelação. Quando a União Astronómica Internacional aprovou a lista oficial das constelações, na sua primeira assembleia geral, estas ainda não tinham fronteiras. Eram nomes numa lista. O trabalho de as delimitar coube a Eugène Delporte, do Observatório Real de Bruxelas, e a União aprovou as fronteiras dele em 1928 e publicou-as em 1930, num volume com um título que diz o espírito da coisa: Délimitation scientifique des constellations.

A régua de Delporte não contornou as figuras. Seguiu a grelha, com uma condição posta pela União: nenhuma estrela variável conhecida podia mudar de constelação. O céu tem coordenadas, como o globo: a ascensão reta faz de longitude e a declinação faz de latitude. Cada fronteira oficial é um troço de uma dessas linhas, e o céu ficou dividido num mosaico de caixas com os lados alinhados pela grelha, como fronteiras de países traçadas a régua. A linha não segue a cauda de um bicho nem as pernas de um herói: passa a direito, por fora delas.

A eclíptica não segue essa grelha. Está inclinada em relação ao equador celeste e atravessa o mosaico na diagonal, a cortar umas caixas pela parte larga e outras por um canto. As desigualdades vêm sobretudo da largura de cada caixa ao longo do caminho do Sol; a diagonal só as acentua onde apanha um canto, como no Escorpião. E a grelha que Delporte usou era a de uma data fixa, que a precessão também desloca: as fronteiras que nessa data seguiam as linhas já não seguem as de hoje.

Pelas fronteiras da União Astronómica Internacional, a eclíptica atravessa 13 constelações. A que sobra em relação aos signos chama-se Ofiúco, e é vizinha do Escorpião. Pelas contas feitas para este artigo, em 2026 o Sol passa 6,5 dias no Escorpião, 18,3 em Ofiúco e 44,5 na Virgem, a mais comprida de todas.

Dias do Sol em 2026
Escorpião6,5
Ofiúco18,3
Virgem44,5
Fronteiras oficiais do Escorpião, de Ofiúco e de Sagitário atravessadas pela eclíptica
FIG. 3Fronteiras oficiais do Escorpião, de Ofiúco e de Sagitário atravessadas pela eclíptica.

A régua seguiu a grelha de coordenadas, não o contorno das figuras. O caminho do Sol apanha do Escorpião um troço curto e de Ofiúco, pelos pés, um troço maior.

05

Ofiúco, e a notícia que a NASA não deu

Ofiúco, a que também se chama Serpentário, não é uma constelação nova. Ptolomeu já o listava no Almagesto, entre as constelações do seu catálogo de estrelas, e já então a eclíptica lhe passava pelos pés. O que é moderno é a fronteira oficial, que deixa dentro de Ofiúco, com os pés da figura, um troço do caminho do Sol.

Uma página educativa da NASA para crianças, a Space Place, explicava o zodíaco. Revistas como a Cosmopolitan leram-na como notícia e escreveram que a NASA tinha mudado os signos. A resposta saiu no Tumblr da agência a 20 de setembro de 2016, e é curta: «So, we didn’t change any zodiac signs…we just did the math.» Não mudou signo nenhum, só fez as contas.

E a frase é exata. A conta que a NASA fez diz em que constelação está o Sol ao longo do ano, e isso é astronomia. O signo conta-se a partir do equinócio, como no tempo de Ptolomeu, e isso é uma convenção da astrologia, que a NASA não define nem muda. A lista das constelações e a dos signos existem ao mesmo tempo e não se contradizem, porque não medem o mesmo: uma diz onde está o Sol contra as estrelas, a outra diz onde está o Sol contra as estações. A própria Space Place o escreve hoje: «Astrology is not the same thing as astronomy.» Ofiúco entra numa lista e não entra na outra. A notícia, se havia alguma, era a de Hiparco.

NASA · Tumblr

20 de setembro de 2016 · «we just did the math»

06

O que as contas dão, signo a signo

As contas que a NASA fez podem refazer-se para qualquer ano. Feitas para este artigo sobre as fronteiras da União Astronómica Internacional, dão isto: em 2026, o Sol só está na constelação que dá nome ao signo em 11,1 % das horas do ano. No resto do tempo, que é quase todo, está noutra.

Em quatro signos, nenhuma hora. O signo de Gémeos passa-se todo com o Sol no Touro, o da Balança todo na Virgem, o de Escorpião entre a Virgem e a Balança, e o de Capricórnio todo em Sagitário, como na noite de dezembro com que este post abriu. As datas publicadas pela revista Sky & Telescope confirmam Gémeos, Balança e Escorpião: nenhum dia em comum entre o signo e a constelação.

O caso do Escorpião é o mais limpo. O signo acaba numa manhã de novembro, e o Sol só entra na constelação do Escorpião no dia seguinte, ao fim da tarde.

11,1 %

das horas de 2026 com o Sol na constelação que dá nome ao signo; em quatro signos, nenhuma

Faixas de datas dos signos e das constelações atravessadas pelo Sol, de equinócio a equinócio
FIG. 4Faixas de datas dos signos e das constelações atravessadas pelo Sol, de equinócio a equinócio.

Os signos duram quase o mesmo e as constelações não. Em Gémeos, Balança, Escorpião e Capricórnio, o Sol não passa hora nenhuma na constelação do mesmo nome.

07

O que a Constelação do Signo desenha, e o que não desenha

A Constelação do Signo desenha a constelação que dá o nome ao signo solar, com estrelas verdadeiras: posições e brilhos do Yale Bright Star Catalogue e traços dos diagramas oficiais da União Astronómica Internacional. A página que explica como funciona diz, sem rodeios, o que o desenho é: «o que se desenha é o símbolo do signo, não o céu do instante».

O símbolo, não o céu.

E é melhor dizer o que isso implica antes, e não depois. Para quem é de Gémeos, de Balança, de Escorpião ou de Capricórnio, a constelação desenhada é uma onde o Sol não esteve em nenhuma hora do signo, no ciclo de 2026-2027. Para os outros signos esteve uma parte do tempo, umas vezes horas, outras vezes dias.

Nada disto muda o signo de quem quer que seja. O signo de cada pessoa é o dela, contado a partir do equinócio, e nem a precessão nem a régua de Delporte lhe tocam; o que aqui se discute é o que um signo mede. Também não se afirma aqui que a astrologia funcione: os signos são simbolismo da tradição astrológica ocidental, declarado como tal.

Quem quiser o céu de uma noite tem o Mapa de Estrelas, que mostra as estrelas por cima de um lugar numa data. Não mostra a constelação onde estava o Sol, e não pode: essa fica, nessa noite, do lado do dia.

08

O que fica

Fica uma régua que anda, a do equinócio, e outra que não anda, a de Delporte. Ficam um signo e uma constelação com o mesmo nome, que se encontram pouco, e nalguns casos nunca. A Aura Astral calcula o signo no zodíaco tropical, o Mapa de Estrelas mostra o céu da noite e a Constelação do Signo desenha a figura que dá o nome ao signo: são coisas diferentes, e cada uma diz o que é.

Fonte e limitações

Estrelas: Yale Bright Star Catalogue, 5.ª ed. (Hoffleit e Warren, 1991). Traços das constelações: diagramas da UAI.

Instante do solstício de dezembro de 2026: Observatório Naval dos Estados Unidos, «Earth’s Seasons», 2026; Portugal continental está em tempo universal no inverno (Instituto Português da Qualidade, 25 de outubro de 2024, com base no Decreto-Lei n.º 17/96). Velocidade da precessão: teoria P03, adotada pela União Astronómica Internacional na Resolução B1 de 2006 (Hilton et al., Celestial Mechanics and Dynamical Astronomy, 2006), e constantes do IERS atualizadas a 13 de março de 2021; os 71,6 anos por grau são a conversão direta dessas taxas, de 50,29 segundos de arco por ano. Causa da precessão: NASA Goddard (2013) e NASA Science (2020). Zodíaco babilónico: J. P. Britton, Archive for History of Exact Sciences, 2010, e J. M. Steele, «Late Babylonian Astrology», 2015. Ponto de partida do zodíaco sideral nas efemérides oficiais da Índia (1956): S. K. Chatterjee, «Indian Calendars», IAU Colloquium 91, 1987. Ptolomeu: Tetrabiblos, livro I, capítulos 10 e 22, na tradução inglesa de F. E. Robbins (Loeb, 1940), vertida aqui para português. Ponto vernal e grafias: Infopédia, Porto Editora.

Hiparco e Timócaris: G. J. Toomer, «Hipparchus», e A. Jones, «Timocharis», Dictionary of Scientific Biography; a velocidade de Hiparco e a sua adoção por Ptolomeu também em F. Verbunt e R. H. van Gent, Astronomy & Astrophysics, 2012. Datas dos eclipses, o de Hiparco a 21 de abril de 146 a.C. e o de Timócaris, que Evans situa a 19 de abril de 295 a.C. ou a 8 de abril de 294 a.C., e escolha dos eclipses para quase anular a paralaxe da Lua: James Evans, Archive for History of Exact Sciences, volume 80, publicado a 3 de agosto de 2026. As fontes divergem no intervalo entre as duas observações: 148 ou 149 anos pelos eclipses de Evans, cerca de 150 na divulgação da EAAE (2019), mais de 160 em Toomer, que data Timócaris pelas observações de 294 e 283 a.C.; o texto escreve «quase século e meio». O resumo de Evans não diz onde Hiparco viu o eclipse de 146 a.C., e Ptolomeu só atribui a Rodes as observações de 141 a 127 a.C.; por isso o texto não indica o local. O título da obra de Hiparco segue a tradução de Toomer. Os 8 e os 6 graus são os de J. Sert, «Hipparchus and the precession of the equinoxes», EAAE (atualizado a 22 de abril de 2019), e reproduzem-se por cálculo (8,02 e 5,96 graus). O verbete de Toomer dá só a diferença, cerca de 2 graus, e descreve as observações de Timócaris como ocultações de Espiga pela Lua e não como um eclipse; o texto segue Evans (2026).

Fronteiras das constelações: União Astronómica Internacional, «Constellations»; E. Delporte, Délimitation scientifique des constellations, Cambridge University Press, 1930, proposta em 1925 e aprovada em Leiden em 1928; linhas de ascensão reta e declinação do equinócio de 1875, segundo A. C. Davenhall e S. K. Leggett (catálogo CDS VI/49) e N. G. Roman (Publications of the Astronomical Society of the Pacific, 1987). Condição das estrelas variáveis e adaptação, no sul, das fronteiras de Benjamin Gould (Uranometria Argentina, 1877): União Astronómica Internacional, «Constellations», e Ian Ridpath, «Constellation boundaries». Passagens do ponto vernal, 68 a.C. e 2597: cálculos de Jean Meeus sobre as fronteiras da UAI, segundo a EarthSky (B. McClure e D. Byrd, 8 de janeiro de 2021), reproduzidos pelo cálculo próprio (2597,4); a União Astronómica Internacional não publica estas datas. As datas da «era de Aquário» que circulam entre astrólogos são outras e não concordam entre si (compilação de Nicholas Campion, citada pela EarthSky). Ofiúco no catálogo do Almagesto: Verbunt e van Gent (2012) e Ian Ridpath, «Star Tales». Nomes das constelações em português: Observatório Astronómico de Lisboa, como no resto do site. NASA: Tumblr oficial, 20 de setembro de 2016; página da Space Place consultada a 23 de setembro de 2026; o episódio de 2016 segundo a ScienceAlert (19 de setembro de 2016) e a Smithsonian (26 de setembro de 2016). A publicação da NASA de 2016 fazia duas afirmações históricas sobre os babilónios que as fontes consultadas não sustentam, e o texto não as repete.

As horas e as datas do Sol nos signos e nas constelações, a duração de cada passagem e os 11,1 % de 2026 são cálculo próprio sobre as fronteiras oficiais da UAI (Delporte, 1930), feito com dois programas independentes (astropy 8.0.1, sobre a tabela de fronteiras de Roman, 1987, e PyEphem 4.2.1) e conferido com a Sky & Telescope (J. K. Beatty, «A Sign of the Times», 20 de janeiro de 2011). É válido ao dia: as horas têm uma incerteza da ordem de dez minutos, e as datas atrasam um dia a cada 70,6 anos. Os dois programas dão os mesmos 11,10 % ao centésimo. A Sky & Telescope dá 8 dias ao Escorpião porque conta dias de calendário inteiros; o texto dá 6,5 dias, que é o tempo que o Sol lá passa. Os 30,2 graus desde o eclipse de 146 a.C. são cálculo próprio de precessão, com o modelo de longo prazo de Vondrák, Capitaine e Wallace (Astronomy & Astrophysics, 2011), conferido com a teoria P03. O mesmo modelo dá as outras contas de milénios deste bloco (o 2597,4 e os 8,02 e 5,96 graus).

Os signos são simbolismo da tradição astrológica ocidental, declarado como tal.